Palhinhas são o material de plástico mais utilizado nos restaurantes.

As palhinhas são o material de plástico mais usado (52,5%) no sector da restauração e bebidas, segundo um inquérito divulgado esta terça-feira em Lisboa, que indica que 93% das empresas que responderam reciclam as embalagens.

O inquérito à utilização de materiais descartáveis plásticos decorreu no âmbito de uma campanha da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), denominada "Menos Plástico Mais Ambiente", cofinanciada pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente, que contou com 489 respostas válidas.

A seguir às palhinhas, são os copos de plástico o material deste tipo mais utilizado pelas empresas do setor (28,2% do total).

"Os outros tipos de material de plástico descartável (pratos, talheres) representam pouco mais de 10% das respostas obtidas", sublinha a AHRESP no documento de apresentação dos resultados.

As respostas foram recolhidas em setembro e outubro em Albufeira, Coimbra, Évora, Lisboa, Ponta Delgada, Portimão, Porto e Santarém, junto de empresas de restauração e bebidas e de alojamento turístico.

As respostas foram obtidas através de entrevistas presenciais em vários estabelecimentos, dividindo-se em restaurantes (57,3%), pastelarias (18,8%), cafés e bares (12,3%), take-away (3,3%), alojamento (1,6%) e outros (6,7%).

Os resultados foram apresentados durante uma conferência em que os empresários do sector manifestaram receio com "medidas avulsas" e "excesso de legislação" nas questões ambientais.

Presente na iniciativa, o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, garantiu que o futuro será "construído com diálogo", reconhecendo que é difícil alcançar consensos em torno das mudanças de paradigma.

"Este paradigma de menos plástico está nas nossas mãos. O que temos pela frente não é um caminho fácil", declarou no final do encontro.

O governante estimou que as mudanças de hábitos levarão "algum tempo" e defendeu parcerias com o setor para encontrar soluções alternativas aos materiais derivados do petróleo.

Luis Barroca Monteiro